Os ponteiros do relógio já marcavam as 23:28 e o tempo parecia não passar naquela sala de hospital. Minha mente estava cheia de pensamentos incertos e quanto mais os ponteiros do relógio se moviam, mais eu alimentava o medo de que tudo daria errado.
Quando os ponteiros do relógio marcaram 23:36, e decidi não esperar mais. Levantei-me e fui em direção ao corredor; entrei em uma sala onde estava escrito 'Emergência'. Me surpreendi com o que eu vi. Não havia nada de pessoas chorando ao lado da minha cama. Caminhei até a ela e sentei ao meu lado, contemplando meus olhos fechados e meu rosto pálido. A cada vez que olhava para os lados, via uma máquina que controlava o elo entre a minha vida e a minha morte.A cada vez que a fé me faltava, mesmo que por um instante, a máquina começava a baixar meus batimentos cardíacos. Lutava comigo mesmo para não deixar a minha vida ir embora. Na parede da sala, havia também um relógio, que já marcava 00:18. A minha esperança estava por um fio.
A porta da sala se abre e uma moça coloca uma flor ao lado de minha cama. Meus batimentos começam a subir e posso ver os meus olhos se abrirem, eles lutam para continuar abertos e com muito esforço, eles se colocaram a observar a flor, mas logo se fecharam.
O relógio marcava 00:27 e meu corpo não aguentou, a máquina deu um sinal e alguns enfermeiros entraram no meu quarto para retirar o meu corpo. Depois que meu corpo foi levado, queria, só mais uma vez ver aquela flor, mas ela já havia morrido comigo.

